27/07/2008

A CARTA CORINGA - INFLUÊNCIAS, DESENVOLVIMENTO E PRETENSÕES DA OBRA



A CARTA CORINGA - ROBSON LEÃO


Influências, Desenvolvimento e Pretensões da Obra:

“A Carta Coringa” foi uma das minhas primeiras grandes manifestações literárias junto a um outro livro que estou reescrevendo chamado “O Tempo Zero”. Eu considero a obra “A Carta Coringa” como uma das minhas maiores obras e a mais complexa por enquanto, mas a minha carreira esta apenas começando.

O tema desde livro é Ficção Científica, Suspense e Terror. Ficção Científica porque este livro trata de suposições científicas e tecnológicas baseadas na Ciência Contemporânea e seus últimos avanços. Um dos meus Projetos de Pesquisa na Universidade Estadual de Londrina foi sobre Bioética, lendo livros tais como “O Futuro da Natureza Humana” de J. Habermas que me influenciaram no tratante aos estudos das conseqüências éticas que alguns avanços científicos podem trazer à humanidade, tais como a eugenia positiva, que Habermas trata neste livro e outras tecnologias, tais como engenharia genética, que estudei em divulgadores científicos tais como R. Dawkins e D. Dennett, computação quântica, nanotecnologia e inteligência artificial, estes últimos temas fizeram parte do tema principal de meu Trabalho de Conclusão de Curso, o título foi “O Modelo Funcionalista da Mente” em que leituras tais como “The Shadows of the Mind” de R. Penrose e “Minds and Machines” de H. Putnam também me influenciaram na construção desta obra e até mesmo meu orientador se serviu como uma influência para o livro, ele é um fanático por computadores e pelo futuro da inteligência artificial, um dos personagens deste livro, o líder dos Anti-biológicos chamado como Cain é praticamente uma homenagem a este professor que dizia: “Eu não vejo a hora de poder transformar meu corpo em uma máquina e a minha mente em um software.” Ele dizia isto entusiasmado com os avanços da ciência norte-americana e inglesa, principalmente quanto a nanotecnologia da IBM, que promete vida longa e talvez eterna com nano-robôs que desaceleram o envelhecimento causado pelo oxigênio, pelos radicais livres e pela própria genética do corpo humano, além de sua sonhada era da Inteligência Artificial Forte, Forte porque é uma Inteligência Artificial de mesmo nível de inteligência humana, tal como I.A. fraca trata de toys A.I. programs que possuem Inteligência Artificial básica e que introduzi neste livro a I.A. extra-forte que supera a inteligência humana e quebra a barreira da Singularidade Tecnológica, que é uma teoria advinda de cientistas da computação e físicos norte-americanos que diz que a tecnologia chegará a tal nível que o avanço tecnológico ocorrerá a cada segundo, depois a cada milésimo até a cada nano-segundo, ou seja, tentando chegar ao limite inalcançável, porém aproximável, que é o zero, análoga a dinâmica de um Buraco Negro em Astrofísica, isto também possui influências em meu outro livro que estou reescrevendo, que o batizei de “O Tempo Zero”.

Suspense e Terror pelo estilo da obra. Confesso que sou viciado pelo estilo de Albert Camus e Stendhal, principalmente em “O Estrangeiro” e “O Vermelho e o Negro”. Os dois possuem uma coisa em comum, eles falam sobre as conseqüências das guerras. Eu defendo a idéia de que a realidade deve ser mostrada sem censuras, mostrar o que realmente resulta deste ou daquele tipo de ação e comportamento e demonstrar as suas conseqüências ao vivo e a cores, eu pessoalmente busco muito o sentimento neutro do cientista tal como escritor de ficção científica do que diz respeito aos fatos. Por isso, posso taxar este livro também como Terror, porque algumas cenas podem provocar medo e pavor ao leitor, sem querer buscar o exagero do sensacionalismo, porém querendo demonstrar nada mais do que a própria realidade das guerras e da violência urbana. Nada mais é do que uma tentativa de aproximar o leitor às conseqüências caóticas do comportamento destrutivo, tentando o levar a compreender os benefícios do comportamento construtivo.

Mas apesar disto, o livro como um todo não possui uma leitura pesada, o estilo de escrita também possui influência de algumas leituras consideradas juvenis, tais como histórias em quadrinhos da DC Comics e Marvel e livros de RPG, principalmente relativas ao cavaleiro negro, Batman sob a perspectiva de Alan Moore. O Batman é um herói humano sem habilidades sobrenaturais e mesmo assim conseguiu entrar e ganhar respeito da Liga da Justiça em que convive com personagens com habilidades absurdas tais como o Super-homem, a Mulher-Maravilha, o Lanterna Verde, entre outros, e também porque estes super-heróis estão envolvidos em um contexto caótico, em que alienígenas e super-criaturas invadem a Terra constantemente e é necessária uma intervenção radical, sobrenatural e até mesmo “milagrosa” para salvar o mundo constantemente. Mas ao olharmos para a situação de nosso Brasil atualmente acredito que estamos inseridos em uma realidade tão caótica quanto à realidade dos quadrinhos, se não tanto, estamos quase, mas não é necessário super-poderes ou bilhões de dólares como o Batman da DC Comics ou o Homem de Ferro (Ironman) da Marvel, a solução está na raiz da sociedade, ou seja, na educação e na cultura. Eu trabalho com isso, sou professor de Filosofia e esta é uma das minhas maiores preocupações.

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